entre a vida e a escrita: primum vivere, deinde scribere, é claro!


[....]literatura e vida têm em comum a fragilidade.... um belo livro é como uma forma natural, uma concha, um favo de mel, um novo sentido dentro do universo[....]não se esqueça também da relação entre vida e leitura.... basta uma letra para que viver(leben) e ler(lesen) se confundam. durante a primeira guerra mundial, eu lia lawrence sterne. abrigava-me num buraco de obus e abria meu livro. pulava para o buraco seguinte e reabria o livro. depois fui ferido e continuei a leitura no hospital. no ‘bosque 125’, lia fontaine. hoje quase já não me lembro daquelas fuzilarias, mas recordo-me perfeitamente de minhas leituras. a literatura representa, para mim(ernst jünger), uma versão condensada da existência.
nota:

como a ‘onda’ de um tempo pra cá são detenções e mais detenções, condenações não tanto quanto, mas sim, existem, no futuro iremos buscar os autores preferidos dessas pessoas? estou curiosa....