será o fim da pilhagem?



em as veias abertas da américa latina, o escritor e jornalista uruguayo eduardo galeano descreve:

[….]entrar no mundo. o mundo é o mercado. o mercado mundial, onde se compram países. nada de novo. a américa latina nasceu para obedecê-lo, quando o mercado mundial ainda não se chamava assim[....]essa triste rotina dos séculos começou com o ouro e a prata, e seguiu com o açúcar, o tabaco, o guano, o salitre, o cobre, o estanho, a borracha, o cacau, a banana, o café, o petróleo....o que nos legaram esses esplendores? nem herança e nem bonança. jardins transformados em desertos, campos abandonados, montanhas esburacadas, águas estagnadas, longas caravanas de infelizes condenados à morte precoce e palácios vazios onde deambulam os fantasmas. agora é a vez da soja transgênica , dos falsos bosques da celulose e do novo cardápio dos automóveis, que já não comem apenas petróleo ou gás, mas também milho e cana-de-açúcar de imensas plantações[....]exportamos produtos ou exportamos solos e subsolos?[....]o passado é mudo? ou continuamos sendo surdos?[....].


quanta pilhagem(espanhóis, portugueses, ingleses, holandeses, franceses, norte-americanos....). dizem que mapa não é território, quando não olhamos para o todo, mas, afinal, pilhagem(saquear) não seria espólio(roubo)? e não é daí que vem o nosso legado(antiguidade clássica) – a liberdade humana? galeano, se me permite (minha opinião), não deixa de ser um correspondente de guerra.

e de correspondente de guerra, a china entende, por exemplo – monde ilustré, l'illustration, times, le temps, weser-zeitung.... (conferir, ainda, alguns personagens envolvidos nessa história: jornalista george lynch, eugéne potier, gaston donnet, pierre loti....)


e pensar na lenda: por um eclipse, china reencontra o ocidente....