entrevista: ana teresa brasil(telejornalista)



pensa numa pessoa que adora trabalhar em televisão. assim é a ana teresa brasil, 32, repórter da tv cultura do pará. mas, iniciou nas assessorias de imprensa, no núcleo de comunicação do inss de belém e no hospital ophir loyola. vem a experiência no jornal impresso - na voz de nazaré e no diário do pará. passa ainda, pela rádio marajoara. e, chega a vez da tv cultura, onde está até hoje, com o acréscimo da experiência na vida acadêmica, como professora no ensino superior. digamos, uma profissional completa. e pasme, as vivências profissionais deram-se dentro do período de quatro anos, tempo do curso de jornalismo, na universidade federal do pará.
'quando entrei na tv cultura, em 2002, fui para a produção do programa sem censura pará, fazia reportagens para o programa e deixava gravada as chamadas. depois, foi a vez das reportagens para o jornal cultura, no departamento de jornalismo. mas, tive experiências de apresentar o sem censura, o jornal cultura, e ainda trabalhar na área de edição. gosto muito da televisão. lembro-me, quando estudante, que era um absurdo gostar do telejornalismo, e ainda existe um certo preconceito, academicamente falando. eu acho que, pelo fato da tv ter uma linguagem coloquial, sendo mais objetiva, é vista como uma abordagem mais superficial da realidade. porém, eu gosto muito da abordagem que é feita do alcance que a televisão tem, de chegar numa população que não tem acesso à cultura, à informação, entrar na vida das pessoas e levar a informação para elas. isso me atrai. mas, estamos caminhando para a convergência das mídias. tenho um outro olhar, com um interesse muito grande, pela teoria. eu gosto e me interesso pela teoria, pelos estudos acadêmicos. estou sempre procurando me especializar, estudar, me aprofundar. tive uma experiência recente, dentro da sala de aula, para passar um pouco do meu conhecimento, minhas experiências profissionais, o telejornalismo.... e atualmente faço parte de um grupo de pesquisa na faculdade ipiranga, no departamento de jornalismo, usando a metodologia da análise do discurso sobre o trabalho informal em belém, envolvendo a mídia. penso que a academia jornalismo é importantíssima e essencial. possibilita abrir debates sobre ética, além da própria teoria da comunicação, que dá outra visão de mundo'.

entrevista concedida na biblioteca da cultura, em 02/02/2012.
imagem: cris moreno