Poesia: 'Embaixo d’um teto estrelado'






Embaixo d’um teto estrelado
Iluminando minha noite escura e vazia
Na triste estrada que me guia
Caminho sem ela ao lado.
Nessa viagem monótona
Excogito em sussurros confusos
Que só a esperança conforta
A dor do amor que não volta.

Sem fim as perguntas vão vindo
Respostas aumentam o pesar
Queria que a mente calasse
Para nela não mais pensar.

Em vão eu procuro nas flores
O aroma que só ela tem
Em vão eu oculto minhas dores
Não consigo esconder de ninguém.

Por vezes meu teto estrelado converte-se
Em prantos que majoram a aflição
Vertigens do céu que conhece
A magoa do meu coração.

Da noite em claro tormento
O Sol ressurge feliz
Convidando-me a conquistar de novo
O amor que um dia perdi.



imagem: cris moreno