um hidrante. uma história.... dentro de outra história....



ele(personagem), nasceu em 1931, no município de óbidos, no pará. fechou os 80 no dia 21 de abril. é engenheiro agrônomo, aposentado.[hélio marinho de zevedo].
criou oito filhos, sendo sete rapazes e uma mulher, arquiteta, inclusive. pretende produzir uma peça literária sobre a sua história de vida. por que? porque hélio marinho de azevedo foi prefeito de óbidos, eleito pela coligação democrática paraense(1958) e, já em belém, deputado estadual, primeiro suplente pelo partido republicano(1962). 
azevedo pode comprovar que foi na sua gestão que surgiu o campo de poso em óbidos, além da instalação de linhas telefônicas. foi a primeira cidade do interior do pará que 'teve telefone automático', revela - foram os primeiros 50 aparelhos – ninguém acreditava. fora do mundo político, mas acompanhando as notícias e seu movimento, é de opinião contrária à divisão do pará, com relação ao estado do carajás, somente, e endossa a divisão em se tratando do estado do tapajós, apesar de não concordar com o nome, 'estado do tapajós pra mim não diz nada, seria estado do baixo amazonas, ou do pará oeste. é um sentimento que nós temos, desde o meu tempo de estudante em santarém, juntamente com benedito monteiro, entre outros, quando já tínhamos essa ideia de emancipação do oeste do pará. e isso vem da década de 1940. o governo do estado, até hoje, não se lembra de óbidos. e que não tem nada. o município de oriximiná tem alguma coisa, graças à mineração. o município de juriti tem algo pelo mesmo interesse. quer dizer, quem toma conta do pará são as mineradoras. se não fosse isso, não teríamos nada. praticamente o transporte, é feito por particulares. não concordo com o estado do carajás porque para o pará será uma perda enorme. vou votar pelo sim, pelo baixo amazonas', declara. pretende retomar a atividade política? sou desiludido com a política. o meu modo de ver, de pensar, de agir, não condiz com a política atual. não tenho vez nessa política – não sou corrupto, não paguei propina a ninguém... responde-me.

e como entra o hidrante no texto? bem, a rua é a presidente pernambuco, bairro da batista campos, região em que habito. e certa vez tirei uma imagem de um hidrante nessa rua, entre a avenida gentil bittencourt e a rua arcipreste manoel teodoro. a guardei. ontem, passeando com o meu cachorrinho troy, no mesmo perímetro, vi um senhor limpando a calçada de sua casa, e perguntei-lhe se realmente era um hidrante, em frente a casa 326, lindíssima, por sinal. era o senhor hélio azevedo. veja como os caminhos da história nos chegam de forma inusitada. na dita casa residiu o ex-governador do pará, magalhães barata. o hidrante foi adaptado para o caso de um possível atentado(incêndio). coisas da vida. talvez seja o único hidrante ainda existente na capital.
e do hidrante, vieram, como a água de um rio que chega e não desliza, as duas histórias. numa imagem.

- entrevista concedida caminhando na presidente pernambuco, em 15/11/2011
- imagens: cris moreno