A Lei do karma

 
Por Augusto Toshiro Kasahara Omi

Há o mundo material e o espiritual, com suas respectivas leis. Se o homem, ignorante por natureza, cresse que existem leis espirituais trataria de observá-las. Ninguém é louco de se jogar do alto de um edifício: a lei material da gravidade funciona 24 horas por dia. As leis espirituais, no entanto, são ignoradas.

Dentre as leis espirituais, merece destaque a lei do Karma. Karma é uma palavra de origem sânscrita que significa ação, indicando assim que toda ação ou acontecimento é o efeito de uma causa.

Toda ação produz um efeito. Se você criticar, será criticado; se ajudar será ajudado; se sorrir, receberá sorrisos; se procura explorar seus semelhantes, a Lei Divina dará o devido castigo nesta ou noutra vida.

O karma foi ensinado também aos cristãos pelo apóstolo Paulo: “O que o homem semear, isso mesmo colherá. Porque aquele que semeia visando a sua carne, ceifará da carne a corrupção, mas aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito a vida eterna. Assim, não desistamos de fazer o bem, pois colheremos na época devida, se não desfalecermos”.

Se o homem tivesse consciência dessa lei, não prejudicaria, não faria o mal. O livro Dhammapada pode ser considerado um testamento espiritual do Buda, contém um estrato da ética budista e, por esta razão, é frequentemente recomendado como um ponto inicial aos que desejam obter algum conhecimento sobre os ensinamentos budistas. Se um livro pode ser considerado um amigo, um guia filosófico, este livro é o Dhammapada; não é sofisticado, é simples, é um simpático conselheiro e, para aqueles que procuram a Verdade, é um guia, por excelência. Ele pode ser baixado no site http://www.caminhodoceu.com. Transcrevo o capítulo IX do livro, que trata do mal:

O MAL – PÂPAVAGGA

116. Apressa-te para o bem, deixa para trás os maus pensamentos. Fazer o bem com lerdeza é comprazer-se com o mal.

117. Se alguém cometer algum mal, que não reincida, nem se rejubile: de más consequências é acumular o mal.

118. Se alguém praticar algum bem, que continue a fazê-lo e nele se rejubile; pois acumular o bem resulta em grande bênção.

119. Enquanto a má ação está verde, o perverso nela se satisfaz; mas, uma vez amadurecida, ela lhe traz frutos amargos.


120. O homem pode passar por sofrimentos enquanto suas boas ações não amadurecerem. Mas, uma vez amadurecidas, seus frutos trazem felicidade.

121. Não menosprezes o mal, pensando: “Ele não recairá sobre mim”. Assim como a água gota a gota enche o pote, assim o néscio pouco a pouco se deixa invadir pelo mal.

122. Não supervalorizes o bem, pensando: “Nunca o atingirei”. Assim como a água gota a gota enche o pote, assim o sábio pouco a pouco torna-se uma fonte de bondade.

123. Assim como o prudente viajante que leva riquezas e pouca escolta evita caminhos perigosos, ou como o homem que deseja viver evita beber veneno, assim procedas evitando o mal.

124. O veneno não penetra na mão onde não há ferida, nem o mal atinge aquele que não o pratica.

125. Quem ofende ou prejudica pessoa pura, inocente e indefesa verá esse mal recair sobre si, como quem arremessa poeira contra o vento.

126. Alguns nascem nesta terra; os que praticam o mal renascem nas esferas do Niraya (inferno): os justos sobem para as esferas superiores: os que são puros alcançam o Nirvana.


imagens google e minha(omi), via celular

 Cris Moreno