Quando a substância é o estilo: Osvaldo Bellarmino Jr.



Diz o marketing de guerrilha, que quando a própria essência de um produto ou serviço é seu estilo, então, o estilo é a substância, mas, exceções à regra, da substância acima do estilo, são poucas. O que importa é destacar a substância, mas com estilo. 

Theodore Zeldin, historiador inglês, fala em Uma história íntima da humanidade, que a vida está ficando cada vez mais parecida com uma loja, onde se entra para dar uma olhada.
A criatividade não se mensura, mas pode esclarecer um conceito. Juntando tudo, podemos definir que um psicólogo descobriu o quanto existe de qualquer coisa na comunicação. Assim é Osvaldo Bellarmino Jr., 47, um psicólogo na comunicação há 25 anos, valorizando a linguagem - o que é simples deve ser dito de forma simples, como disse Chomsky.
Nos jornais diários impressos, há o espaço do leitor, assim como há o espaço de comentários, nos espaços on line. E o Bellarmino ficou conhecido como o cidadão que opinava através dessas janelas nos nossos principais jornais diários reclamando de tudo: da falta de água, dos impostos, das ruas cheias de buracos, etc.
Da palavra para o som e a imagem, foi como o verbo comunicar. Debatedor do Sem Censura Pará, programa da TV Cultura, comentarista sobre cinema, para o Jornal da Manhã, da Rádio Cultura, programas especiais sobre Música Erudita, também na Rádio, apresentação do programa Timbres(música instrumental), pelo Rádio e TV Cultura(produtor/apresentador).
A inclinação vem da descoberta do cinema brasileiro, dos grandes clássicos, e de leitor assíduo a colaborador da coluna sobre Cinema, de Luzia Miranda Álvares, no jornal O Liberal. 



O Rádio nunca esteve tão fortalecido com as redes sociais

No programa Conexão Cultura, que vai ao ar diariamente(2ª a 6ª), de 08h00 às 11h00, pela Rádio Cultura FM(93,7), e que está em perfeita sintonia com o projeto Terruá Pará(segunda versão), da Rede Cultura de Comunicação, com apresentação em São Paulo nos próximos dias 24 e 25, o produtor é Osvaldo Bellarmino Jr. 


É o responsável pelo contato com os artistas para se apresentarem ao vivo no programa e os assuntos são diversos como cinema, teatro, dança, música, etc. 'A receptividade é excelente por parte desses profissionais que aproveitam as pautas sugeridas em conjunto entre o gerente geral da Rádio(Beto Fares), da coordenadora da Produção(Linda Ribeiro), do apresentador do programa(Artur Nogueira), e do próprio artista, além de minha participação', explica.

O programa também está no twitter(@conexãocultura), e quando se fala em redes sociais, Osvaldo cita profecias que nunca se concretizaram como o rádio vai acabar, o circo vai acabar, o teatro vai acabar, e hoje ouço o rádio de qualquer estado ou país através da internet e constato que o rádio nunca esteve tão fortalecido como está atualmente em todas as áreas e com facilidade de acesso, o que é importante.
Mas a praia de Bellarmino está nas participações externas. 'A tradição da Rede Cultura de Comunicação está nas transmissões várias, entre outras programações culturais, especialidade principalmente da Rádio que absorve um sistema complexo desde equipamentos e profissionais, e é uma marca das emissoras Cultura', ressalta Osvaldo.
Fala de um expert no assunto, afinal, esteve presente em quase todas, portanto, não se trata somente de testemunho, mas experiência profissional.
Lembranças de Walter Bandeira

Minha história com Walter Bandeira começa por volta de 1984,85... Quando ia assistir o grande mito, acompanhado pelo talentoso Grupo Gema na antiga Saudosa Maloca, na BR-316. Numa época sem shoppings centers, sem Estação das Docas , sem Ver-o-Rio.... A Saudosa bombava de quarta a sábado  e rivalizava com o Gemini Drive in a preferência dos "baladeiros" na BR. Em setembro de 1989, estava trabalhando como produtor do programa "Concertos Cultura", na Cultura FM. E quem apresentava? Ele, Walter Bandeira. Em fevereiro de 2007 fui nomeado gerente do Departamento de Produção da Rádio Cultura. Além da produção, o departamento também abrigava todos os locutores, incluindo, claro, o mito da canção, Walter Bandeira, ou seja, durante dois anos, fui chefe do artista, algo totalmente inimaginável nos anos 80, quando eu era apenas um estudante do curso de Psicologia da UFPA, e me deleitava com o Walter no palco. De fã a chefe de Walter Bandeira.

- entrevista concedida na Biblioteca da Cultura, em 06/06/2011.