Esta voz que amaldiçoa a si mesmo
Desaparece entre as nuvens.
Edição 11
Para quem afio minhas presas?
Por quem quebro minhas presas?
Os mais ardentes sentimentos escondem-se
No fundo do meu coração.
Edição 12
Saber do seu coração
Sem saber do seu sonho, companheiro,
Faz as flores chorarem, faz os pássaros chorarem.
Edição 10
Silencioso, repete-se o som
Do novelo se enrolando
Tecendo para quem? Eu me pergunto.
Edição 09
Enquanto meu olhar transforma-se na luxúria
Da decadência do país, sinto seu aroma ao vento,
Que agita a bainha das nuvens dos céus.
Edição 06
Procurando o paraíso em vida
Conheci a imundície que é viver.
O desamparo da vida é como as flores
Que caem nas noites de primavera.
Edição 04
Um carmim imprudente tinge as vestes,
Não há ninguém mais que as toque.
A mulher parte, mata,
Percebe o vazio e chora.
Edição 03
Se a sua glória é cantada pelo sangue dos homens que
Jorra como chuva, vocês, sangue do meu sangue,
Acreditem que o seu destino é indestrutível.
Edição 02
Se quiser redimir-se de seus pecados
Viva ao lado do seu pecado pela eternidade.
Se até os bons têm suas almas salvas
O que dizer dos pecadores.
Edição 01
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